Estudantes de ciências humanas da Universidade de Cape Town, na África do Sul, estão indignados com o modo como as pessoas encaram a ciência moderna – uma evidente máquina de segregação racial e colonialismo, segundo eles. Para o grupo, a ciência é um “produto da modernidade ocidental” e deve ser completamente abolida, “especialmente na África”.
“Eu tenho uma pergunta para todas as pessoas da ciência. Há um lugar em KZN (KwaZulu-Natal) chamado Umhlabuyalingana. Eles acreditam que através da magia – que vocês chamam de magia negra e eles chamam de feitiçaria – você é capaz de enviar relâmpagos para atacar alguém. Vocês podem explicar isso cientificamente? Porque isso é algo que acontece.”
De acordo com a estudante, a bruxaria seria como a teoria de Isaac Newton sobre a gravidade: apenas uma maneira de explicar o mundo, assim como tantas outras, embora completamente ignorada pela comunidade científica internacional.
A razão por que ela não é levada a sério? A visão eurocêntrica e racista da ciência, que ignora as contribuições africanas para o debate.
“Descolonizar a ciência significaria acabar com ela completamente e começar tudo de novo para lidar com o modo como reagimos ao ambiente e como nós a entendemos.”
Para os estudantes de Cape Tow é preciso um novo rumo ao debate científico internacional, que respeite o misticismo africano. Para fortalecer sua campanha, eles estão usando a internet para expor as suas visões através da hashtag #ScienceMustFall (#ACiênciaPrecisaCair).
Fonte:
http://spotniks.com/7-vezes-em-que-o-politicamente-correto-passou-de-todos-os-limites-nos-ultimos-meses/
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