Em 25/04/2012, citando Mahatma Gandhi, segundo o qual, quando você dá um passo
adiante e obtém um avanço, está destinado a perturbar algo, a
procuradora federal Indira Ernesto Silva Quaresma disse que é esse o
caso das cotas raciais instituídas pioneiramente pela Universidade de
Brasília (UnB) em instituições de ensino superior do país.
Em defesa das cotas, a procuradora federal, que representou no
Plenário do STF a Universidade de Brasília (UnB), disse que, 124 anos
depois da abolição da escravatura, o negro continua marginalizado no
país, pois a ele se negaram terras, educação, acesso à riqueza.
Pregar a igualdade realçando as diferenças.... politica esquisita não? bem vamos ao que interessa neste caso....
Se esta procuradora se aprofundasse no que fala, JAMAIS teria citado Gandhi ao defender "cotas raciais" no pais, afinal Gandhi era completamente OPOSTO a ideia de COTAS...
Em 1932, durante negociações em Londres para a reforma da constituição da Índia, representantes indianos estavam a ponto de aprovar um sistema eleitoral com votos separados, reservando um número mínimo de cadeiras no parlamento para os intocáveis e adeptos de religiões com menos expressão, como os budistas e muçulmanos. B. R. Ambedkar, representante das castas rebaixadas, acreditava que esse era o melhor meio de evitar que o poder se concentrasse entre hindus
privilegiados.
O governo britânico já havia dado um ok a um sistema provisório de cotas quando Gandhi entrou em greve de fome contra a proposta. Ele dizia que o sistema aumentaria a discriminação e dividiria ainda mais os indianos. Depois de uma semana de um jejum dramático, o governo britânico e o representante dos intocáveis recuaram da decisão.

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