Com tanta coisa pra ajustar no mundo, tantas causas para militar, tantas questões para problematizar, os estudos evidentemente acabam se tornando um grande fardo na vida dos justiceiros sociais. Simplesmente não há tempo. Foi pensando nisso que os estudantes da Oberlin College, uma instituição privada historicamente reconhecida como progressista, estão assinando uma petição para proibir os seus professores de darem notas inferior a C (o equivalente a uma nota entre 6 e 7,9) aos seus alunos. A justificativa? Eles estão se atrapalhando nos estudos porque dedicam muito tempo a participar e organizar protestos. A petição já recebeu mais de 1.300 assinaturas até o momento.
Segundo a New Yorker, Oberlin é “o centro da tempestade atual” de ativismo em campus universitários, com os alunos fortemente envolvidos em questões como a diversidade em sala de aula, a desigualdade racial e a injustiça social. No final do ano passado, a Black Student Union lançou uma lista de 50 “demandas institucionais” para a universidade, entre elas pagar $ 8,20 por hora para os estudantes negros que organizam protestos. No documento, com 14 páginas, a organização diz que a Oberlin College “funciona nas premissas do imperialismo, da supremacia branca, do capitalismo, do capacitismo e do heteropatriarcado cissexista”.
A educação possui oficialmente uma nova função por lá. E ela definitivamente não é passar conhecimento adiante.
Fonte:
http://spotniks.com/10-vezes-em-que-o-politicamente-correto-passou-de-todos-os-limites-em-2016/
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